Está mais caro construir imóveis no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta nacional nos seis primeiros meses deste ano é de 3,2% no Índice Nacional da Construção Civil (INCC), em relação a 2011. Rondônia está acima da média, atingindo 7,2%.
Mão de obra e materiais de construção são os responsáveis pelo aumento. A Região Norte é a segunda mais cara para se construir, ficando atrás apenas da Região Sul. Roraima, Acre e Rondônia estão entre os três estados onde o metro quadrado é mais elevado, chegando a R$ 890, em média, segundo o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi).
De acordo com Deborah Goulart, gerente comercial de uma construtora em Porto Velho, a Região Norte possui características diferentes das outras regiões, o que reflete no custo final da obra.
“Rondônia está, geograficamente, longe dos grandes centros. Praticamente tudo vem de outros estados, o que encarece mão de obra, custos com frete, e ainda influencia no piso salarial dos trabalhadores”, explica Déborah.
Outro fator para o aumento foi a supervalorização dos imóveis, devido ao crescimento incomum de Porto Velho. “Em 2010 houve um boom no comércio e tudo ficou supervalorizado, porque Porto Velho cresceu em proporções incomuns”, afirma Deborah.
Valor dobrou
O mestre de obras Severino Januário explica como isso acontece. “Em 2010 o saco de cimento de 50 quilos custava quase R$ 12, já em 2012 o valor dobrou”, diz. O mesmo acontece com a areia. O metro cúbico, que era vendido a R$ 28, atualmente custa R$ 44.
Mas Eliandro Andrade acredita que nos últimos dois anos o preço médio do metro quadrado esteve em queda. Ele constrói residenciais para alugar e afirma que entre 2010 e 2012 a queda chegou a 20% no custo.
“Tudo aumentou há dois anos, por conta das usinas. A cidade tinha um custo de vida alto, mas agora percebo que os preços estão em queda”, avalia.
Segundo Eliandro, uma obra de padrão médio feita com produtos de qualidade tem um custo final de R$ 1,5 mil por metro quadrado, em média.