Proprietários de imóveis dos Estados Unidos que devem mais que o valor de suas propriedades obtiveram nova ajuda nesta segunda-feira, quando um órgão regulador norte-americano ampliou um programa governamental, em uma decisão que pode ajudar até um milhão de mutuários.
A Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, na sigla em inglês), que supervisiona as gigantes de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, aliviou os termos de um programa de refinanciamento que ajuda os chamados tomadores de empréstimos com menor capacidade de pagamento que não estão inadimplentes mas não podem fazer refinanciamentos.
A mudança é o mais recente esforço para lidar com um problema central na fraca recuperação da economia - o debilitado mercado imobiliário. Autoridades têm se mostrado frustradas com o fracasso de inúmeros esforços para dar força ao mercado.
A FHFA disse que estava removendo uma limitação que proibia os mutuários cujas hipotecas ultrapassaram 125% do valor de suas propriedades de participar do Programa de Refinanciamento Imobiliário Acessível (HARP, na sigla em inglês), direcionado a empréstimos com garantias da Fannie Mae e da Freddie Mac.
"Este é um equilíbrio apropriado de risco que está sendo amparado por Fannie e Freddie, e, consequentemente, pelo contribuinte americano", disse o diretor interino da FHFA, Edward DeMarco, em teleconferência com jornalistas. "Isso ampliará a disponibilidade do HARP".
Em setembro de 2008, o governo americano resgatou a Fannie Mae e a Freddie Mac, as duas maiores fontes de financiamento hipotecário dos EUA, conforme as perdas em empréstimos garantidos por elas aumentaram exponencialmente. As duas empresas até agora receberam o apoio de US$ 141 bilhões em fundos advindos do contribuinte.
Após se encontrar com DeMarco mais cedo este mês, um parlamentar disse que o programa ampliado poderia ajudar de 600 mil a um milhão de mutuários. Mas isso é apenas uma fração dos estimados 11 milhões de proprietários de imóveis que tomaram empréstimos e que têm menor capacidade de pagamento. DeMarco disse que não havia maneira de prever quantos mutuários poderiam ser ajudados.