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Minha Casa, Minha Vida: o problema não é a procura, mas o preço Voltar

Postado por: Redimob  |  02/02/2011 14:29:39

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Em capitais, como São Paulo, o preço não condiz com a realidade do mercado. Municípios de menor porte também enfrentam o problema
É através do Programa Minha Casa, Minha Vida, que muitas famílias de baixa renda podem finalmente pensar no sonho da casa própria. Problema resolvido? Não necessariamente. Achar imóveis de acordo com o preço estipulado pode ser comparado a procurar uma “agulha no palheiro”.

Por três anos, o teto para a compra de imóvel em capitais do país chegou a R$ 130 mil reais. Mas o corretor de imóveis e usuário do Redimob, Givaldo Ferreira, afirma que com o aquecimento do mercado, acaba se tornando inviável encontrar imóveis que atendam essa faixa de preço. “Estão faltando produtos com essas características no mercado e os disponíveis são totalmente vendidos. Seriam necessários mais imóveis para atender a população, mas onde encontrar com esse preço?,” indaga Ferreira.

O corretor de imóveis e usuário do Redimob, Antenor Carlos Leal, também trabalha em São Paulo e já chegou a vender 18 unidades de imóveis que fazem parte do programa. Ele afirma que atualmente, terrenos compatíveis com o preço são localizados em regiões da periferia, como Zona Leste. “Até nesses locais, há dificuldade de achar terrenos. Se oferece proximidade com outras regiões, a valorização é grande, e pode chegar a preços que ficam acima do valor estipulado,” ressalta.

Preço ideal

Mas qual o preço considerado ideal para uma capital como São Paulo? O corretor de imóveis Antonio Carlos Roque de Abreu acredita que o ideal seria um teto de R$ 180 mil. “Atualmente eu trabalho com imóveis a partir de R$ 200 mil e nesse patamar, já está complicado de achar um imóvel com boa localização. O que dirá um valor menor que esse?,” comenta.

Abreu aponta que atualmente o problema não é apenas o valor baixo. “Os imóveis novos, de uma forma geral estão caros, apesar das facilidades que as construtoras oferecem na hora da compra. Embora ainda precise de alguns ajustes, acho a ideia do programa boa em oferecer essa possibilidade para as famílias de baixa renda,” explica.

Profissionais que atuam em cidades de menor porte, como Balneário Camboriú (SC) também encontram dificuldades. Por isso, a corretora de imóveis Luciana Riciardi, acha que o programa deixa a desejar. Para atender no município, o preço mínimo deveria ser de R$ 150 mil. “Não adianta estipular um preço em que não se enquadre na realidade,”comenta.

Novo teto aprovado

No dia 02 de fevereiro, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decidiu elevar o preço máximo dos imóveis enquadrados no programa "Minha Casa, Minha Vida". O teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil, segundo a assessoria do Ministério do Trabalho e Emprego, após reunião do Conselho, em Brasília.

Nas demais capitais, o valor máximo do imóvel dentro do programa foi elevado de R$ 100 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 80 mil para R$ 130 mil. Será que este mesmo problema continuará?

Dê a sua opinião na área de Perguntas e Respostas: O valor do programa Minha Casa, Minha Vida condiz com a realidade do mercado nacional?


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9 comentários   

João Pedro Machado Pereira
A valorização dos imoveis, mesmo nas regiões mais afastadas dos grandes centros,realmente não bate o com o piso proposto pelo programa. Excelente matéria. Parabéns, Redimob!

Thiago Stuepp
Thiago Stuepp, Há um ano
O governo precisa rever os valores referentes ao programa MCMV. Com a aceitação do programa, viu-se que o brasileiro quer comprar a casa própria e o Minha Casa, Minha Vida surgiu para suprir esta necessidade da população, mas precisam ser revistos os valores financiados para se adequar a atual realidade do mercado imobiliário brasileiro.

Thatiana S.
Thatiana S., Há um ano
O interessante é que em capitais com o São Paulo, até os terrenos nas regiões periféricas estão cada dia mais complicados de achar neste valor. Ainda se leva em conta qual a proximidade que determinada região da periferia se encontra, como bem colocou Antenor na reportagem.

DRM Empreendimentos Imobiliários
Na minha opinião, R$100.000,00 é um preço bastante razoável para uma casa simples e na periferia de qualquer cidade. O problema está na supervalorização dos imóveis.

Kelly Soares
Kelly Soares, Há um ano
No Vale do Paraíba/SP o cenário não é diferente das Capitais e Regioes Metropolitanas, existe a demanda pela procura, porém falta a oferta de imoveis. O cidadão tem a Carta de Credito da CEF em mãos porém se vê sem opçoes para aquisição de seu imovel. Diante disto perde a população, as imobiliárias e corretores, e também a Cidade. Aguardamos ansiosos a efetivação do novo teto para financiamento da Minha Casa Minha Vida!

Viana Reis
Viana Reis, Há 11 meses
Concordo plenamente com o nosso colega Antenor Carlos Leal.

DRM Empreendimentos Imobiliários
Blz, devia subir pra se ajustar ao mercado, agora explica como uma pessoa que ganha R$1000,00 por mês vai comprar a casa própria? Vai morrer e não vai ter terminado de pagar.

Thatiana S.
Thatiana S., Há um ano
Acredito que o novo teto aprovado para R$ 170 mil nas capitais possa abrir mais oportunidades. Mas dificilmente resolverá a questão definitivamente. Em breve, o valor dos imóveis podem estar em um novo patamar, e os R$ 170 mil talvez não sejam mais suficientes.

Antenor Carlos  Leal
Antenor Carlos Leal, Há um ano
E preciso que o FGTS estenda o beneficio para os IMOVEIS USADOS. Aumentar o teto de cobertura do programa Minha Casa, Minha Vida so favorece os construtores, que aproveitam para elevar seus preços e garantir mais lucros aos seus negocios.
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